O Gancho (A História do Avô)
"Eu tinha 14 anos e meu único desejo era o mesmo de quase todo adolescente: ter meu próprio dinheiro. Meu avô, um homem de visão antiga e certeira, me colocou para trabalhar na oficina de funilaria de um amigo dele logo após a escola.
Aguentei 30 dias. O cheiro de tinta, o esforço físico e o calor não eram o problema. O problema era que, ao final do mês, minha carteira continuava vazia. Eu desanimei e parei de ir.
Quando meu avô descobriu, ele não me deu um sermão sobre preguiça. Ele me fez uma pergunta que mudou minha forma de enxergar o trabalho: 'Por que você parou?'.
Eu respondi: 'Porque não estou ganhando nada lá'.
Ele me olhou e disse algo que eu só entenderia anos depois: 'Eu não te coloquei lá para ganhar dinheiro. Te coloquei lá para você ganhar habilidades e para te manter longe de quem não quer nada com a vida.'"
O Desenvolvimento: As 3 Lições de Ouro
1. O Valor da "Habilidade Invisível" Muitas vezes, o jovem foca no salário do final do mês e esquece do "salário em conhecimento". Na oficina, eu estava aprendendo disciplina, resolução de problemas e como lidar com ferramentas. No mundo digital de hoje, isso se traduz em aprender uma nova linguagem de programação, design ou copywriting, mesmo que o primeiro projeto seja de graça.
2. O Ambiente é o seu Destino Meu avô sabia que "mente vazia é oficina do diabo". Me afastar das más companhias não era sobre me isolar, mas sobre me colocar em um ambiente de quem produz. Para o jovem de hoje, isso significa sair de grupos tóxicos de redes sociais e frequentar comunidades de quem está construindo algo real.
3. O Jogo do Longo Prazo A funilaria ensina que você não desamassa um carro com um soco; é um trabalho de paciência, batida por batida. A pressa em ficar rico aos 20 anos faz muitos jovens desistirem de processos que os tornariam mestres em suas áreas.
Conclusão: O Convite à Evolução
"Voltei para aquela oficina com uma mentalidade diferente. Parei de olhar para o bolso e comecei a olhar para as mãos — para o que elas eram capazes de criar.
Se você está hoje em um estágio da vida onde sente que está trabalhando muito e ganhando pouco, pergunte-se: O que estou aprendendo aqui que ninguém pode me tirar? Às vezes, o seu maior lucro não cai na conta bancária, mas na sua capacidade de se tornar um homem mais preparado para o futuro."

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